Diego Fernandes – Birigui
A coligação “Birigui Minha Paixão” cadastrou a candidata Samanta Borini (PSD) para a disputa da prefeitura de Birigui. O cadastramento foi feita na tarde da última segunda-feira (16), que era o último dia para inscrição de uma candidatura e do envio dos documentos ao Tribunal Superior Eleitoral.
Samanta Borini concorrerá na coligação no lugar do pai, o ex-prefeito Wilson Borini (União Brasil) que desistiu da candidatura depois de ter recurso negado no Tribunal Regional Eleitoral para tornar viável juridicamente sua candidatura.
De acordo com a justificada dada através da própria Samanta, a escolha ocorreu porque a defesa de Borini havia entrado com recurso no Tribunal Superior Eleitoral, no entanto, até a segunda, não havia sido julgado.
“Poderia correr o risco de manter a candidatura e o julgamento não ser favorável, aí já não daria mais tempo para inscrever outro candidato”, afirmou Samanta.
O vice da coligação continua sendo o mesmo, Marcelo Parizati (PSD).
Histórico
Esta não foi a primeira vez que o ex-prefeito Wilson Borini recorreu a um parente para concorrer à prefeitura de Birigui em seu lugar.
Em 2016, também impedido através da Justiça de concorrer a um terceiro mandato como prefeito, Borini evidenciou a esposa Geni Borini para a disputa. Na ocasião, Geni concorreu através do antigo DEM e ficou em 2º lugar, com 22.462 votos, o que correspondeu a 39,3% dos votos válidos. O eleito na ocasião foi Cristiano Salmeirão, que concorria através do PDT, e teve 28.507 votos, ou 49,88% dos votos válidos.
Inelegível
O Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo, postou na página do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, na semana passada, o acórdão que rejeitou recurso da defesa de Borini contra o indeferimento da candidatura, determinado através da Justiça Eleitoral de Birigui.
Em votação, desembargadores seguiram o relator, o desembargador Encinas Manfré, que concordaram com o indeferimento. Eles concordam com a inelegibilidade de Borini até 10 de abril de 2026.
Em parecer da Procuradoria Regional Eleitoral, consta que Borini foi condenado em ação penal à pena privativa de liberdade por 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão em regime aberto, o motivo foi crime de corrupção eleitoral.
Borini, no entanto, não foi detido e substituiu a pena por prestação de serviços comunitários através do mesmo momento, extinguindo a pena em 10 de abril de 2018.
Conforme a decisão, como Borini cometeu crime eleitoral, segundo a lei complementar de 1990, ele ainda continua inelegível até 8 anos depois de o cumprimento da pena.
Com a decisão do TRE-SP, seguiu valendo a decisão da Justiça Eleitoral de Birigui, que acatou pedido do advogado Renato Ribeiro de Almeida, que representa o candidato a prefeito Cristiano Salmeirão (Avante). O juiz eleitoral Lucas Gajardoni Fernandes acatou as acusações da coligação de Salmeirão, que acusa Borini de condenação criminal.
Com informações de O Liberal

