A Polícia Civil cumpriu na manhã desta quinta-feira (30), mandados de busca e apreensão em Birigui durante uma investigação que apura a atuação de um quadrilha criminosa especializado em crimes cibernéticos.
A ação foi coordenada através do delegado Ícaro Oliveira Borges, do 1º Distrito Policial de Birigui, com apoio de equipes do 2º Distrito Policial.
As investigações tiveram começo no final de 2025, quando, durante a apuração de um caso relacionado ao tráfico de drogas, os policiais reconheceram indícios de que um dos investigados havia ingressado em um plano de fraudes virtuais liderado por outro suspeito.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo é investigado por vários golpes aplicados através da internet, dentre eles o chamado carding/pharming, usado para obtenção e validação de dados de cartões de crédito roubados ou gerados de forma fraudulenta para compras online. Também são apurados o golpe do falso advogado, no qual dados de vítimas eram comercializados para bandidos, e a criação de páginas falsas de lojas virtuais para prender informações pessoais e bancárias.
As investigações apontam ainda que um dos suspeitos mantinha, até o final de junho deste ano, 144 chaves Pix cadastradas com e-mails temporários, supostamente usadas para receber valores provenientes das fraudes, ocultar a origem do dinheiro e melhorar a movimentação dos recursos ilícitos.
Conforme o delegado Ícaro de Oliveira Borges, mensagens obtidas durante a investigação indicam que o investigado teria afirmado ter obtido em torno de R$ 100 mil somente em 2024 com o golpe do falso advogado. Os policiais também apuraram que ele atuava como um tipo de “instrutor”, ensinando outros integrantes a aplicar golpes através da internet.
Durante o cumprimento dos mandados, nada de ilegal foi localizado na casa de um dos investigados, que declarou aos policiais que havia abandonado a prática criminosa.
Já na casa do segundo suspeito foram confiscados vários produtos novos, ainda nas embalagens originais, dentre eles eletrodomésticos, ferramentas, equipamentos de segurança, peças para motos, um módulo de som automotivo e suplementos alimentares. Conforme a investigação, as etiquetas de reconhecimento dos destinatários haviam sido retiradas das embalagens, dificultando a reconhecimento das vítimas. Em um dos produtos, entretanto, foi localizada uma nota fiscal que conseguirá auxiliar na continuidade das investigações.
Além dos produtos, os policiais apreenderam uma máquina de cartão, três cartões bancários em nome de terceiros, uma pequena porção de substância semelhante à maconha, um computador e um telefone celular, que passarão por perícia.
O material confiscado será analisado através da Polícia Civil, que dará continuidade ao inquérito para reconhecer outras vítimas, esclarecer completamente o plano bandido e responsabilizar os envolvidos pelos crimes investigados.
Com informações de O Liberal


