Diego Fernandes – Araçatuba
Uma operação montada por equipes da Prefeitura de Birigui lacrou uma empresa de recicláveis que estava funcionando de forma clandestina no Jardim Primavera, na Zona Sul da cidade. O trabalho foi feito na tarde de quinta-feira (21) e contou com diversas secretarias e órgãos como Segurança Pública, Tributação e Fiscalização, Guarda Municipal, Vigilância Sanitária, Meio Ambiente, Assistência Social; além de Ministério do Trabalho, Cetesb, CPFL e Polícia Civil.
Tudo iniciou depois de denúncias feitas por moradores do entorno. De acordo com os relatos, o trabalho feito no local provocava um mau cheiro e o aparecimento de moscas em suas residências.
No espaço, era realizada de forma clandestina a reciclagem de materiais que chegavam de granjas, com lavagem e posterior restauração para venda para indústrias. O local, entretanto, já havia sido fechado uma vez através da Prefeitura, no ano de 2023, por irregularidades e havia voltado a operar de forma clandestina.
“Essa empresa foi lacrada desde 2023 pelo município justamente pelos problemas apresentados e vistos aqui hoje. Porém, ela voltou a operar mesmo estando lacrado e a população começou a reclamar do mau-cheio e de moscas nas residências do entorno”, afirmou o Secretário de Segurança de Birigui, Vagner Freire. “Esse material que eles reciclavam vinham de granjas, então aquelas lonas é que era feita a reciclagem, e isso proporcionava o mau-cheio e as moscas”, falou.
Além do que, foi constatada também irregularidades nas ligações de água e esgoto no local. Segundo equipes da CPFL, nem relógio de medição havia e o corte dos serviços para o galpão havia sido feito em 2020.
O local também contava com empregados trabalhando sem registro, incluindo uma menor de idade. O Ministério do Trabalho e a Assistência Social ficaram no local para dar suporte a estas famílias.
“Foi verificado que os trabalhadores estavam sem EPIs de segurança, nós também verificamos que além de não ter tratamento adequado depois da lavagem e da moagem, está sendo verificada a possibilidade de estar sendo jogado no emissário do município. A Cetesb foi acionada e a Vigilância Sanitária também”, afirmou Vagner Freire. “Algumas pessoas que trabalham aqui são famílias em situação precária, trabalhavam por diária, e o município, para não deixar as pessoas desassistidas, falamos com o Conselho e os órgãos competentes vieram para cadastrar essas pessoas para receberem assistência como cesta básica, o que essas pessoas precisarem”, seguiu.
O estabelecimento foi lacrado através da Secretaria de Tributação e Fiscalização e autuado com diversas multas, que somadas, chegam próximas dos R$ 30 mil.
Um boletim de ocorrência foi feito através da Guarda Municipal e um inquérito foi aberto através da Polícia Civil para investigar o caso, que foi registrado como roubo de água e energia, crime ambiental e descumprimento de interdição. O delegado Nilton Aparecido Marinho, responsável através do do 2.º Distrito Policial de Birigui acompanhou os trabalhos.
O dono do galpão, cujo espaço foi alugado, chegou a acompanhar o começo da operação, mas se retirou do local, e foi representado por seu advogado até o final dos trabalhos, que duraram pouco mais de 3 horas.
Com informações de O Liberal


