A Prefeitura Municipal de Birigui, através da Secretaria Municipal de Saúde, recebeu na última semana técnicos da Equipe Nacional de Validação (ENV) do Ministério da Saúde (MS). Eles permaneceram no município para avaliar as práticas e condutas desenvolvidas pela cidade para o controle e enfrentamento da contaminação vertical da sífilis – de mãe para o bebê -, durante a gestação.
Birigui já tem certificação da transmissão vertical do HIV, recebida em 2023. Agora, o município busca o selo prata pelas boas práticas rumo a eliminação da transmissão vertical da sífilis.
Durante a visita, os técnicos do MS visitaram UBSs (Unidades Básicas de Saúde), laboratórios nos quais são feitas análises patológicas, a maternidade da Santa Casa de Birigui e Departamentos da Secretaria Municipal de Saúde.
“Os técnicos tiveram acesso a todo a documentação que registra a conduta de trabalho realizada no município e aos dados estatísticos que mantemos atualizados de acordo com os atendimentos nos diferentes serviços, em Birigui”, falou a enfermeira coordenadora do Programa Municipal ist/aids e Hepatites Virais, Layane Nayara Requenha de Souza.
Layane acrescentou que depois de a coleta das informações localmente, todos os parâmetros serão analisados por um comitê do Ministério da Saúde, antes que a certificação seja conferida para Birigui.
A enfermeira falou ainda que a certificação, depois de conferida, tem validade de 3 anos, devendo ser solicitada a manutenção depois de decorrido esse momento.
Conforme o Ministério da Saúde, é importante que o município certificado fortaleça e dê continuidade às intervenções preventivas e terapêuticas para manter a certificação nos anos seguintes.
As ações desenvolvidas pela cidade também são monitoradas através da Comissão Estadual de Validação (CEV), através do monitoramento anual dos indicadores municipais, por intermédio dos sistemas de informação de base nacional e da consolidação das informações locais para a verificação dos indicadores de processo e de impacto, o que reforça a necessidade da atualização contínuo das informações em nível municipal.
Birigui pleiteou a certificação baseado em regras do Ministério da Saúde e conforme o trabalho desenvolvido localmente.
Durante a visita dos técnicos do Ministério da Saúde em Birigui foi observado o engajamento e a participação das equipes técnicas, dos serviços de saúde, dos profissionais da assistência, da gestão municipal e estadual, dos conselhos de saúde, da sociedade civil e dos demais envolvidos no esforço da certificação, que contribuem de maneira substancial para o alcance da eliminação da transmissão vertical de sífilis como problema de saúde pública.
Em conformidade com o plano internacional, a certificação reflete a qualidade da assistência no pré-natal, parto, puerpério e seguimento da criança, assim como reconhece o processo de trabalho feito no território e por todos os envolvidos na eliminação da transmissão vertical da doença.
O que é sífilis
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada através da bactéria Treponema pallidum, que pode causar vários sintomas e ter diferentes fases. Se não cuidada, a longo período, pode atingir órgãos vitais e trazer a sequelas irreversíveis.
A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto. O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal previne a sífilis congênita e é fundamental.
A doença pode trazer a complicações graves no recém-nascido, como aborto espontâneo, parto prematuro, más-formações, surdez, cegueira, deficiência mental ou até mesmo o óbito do bebê. É capaz impedir a sífilis congênita com o diagnóstico e tratamento precoce da sífilis na gestante.
É importante que todos os parceiros de gestantes realizem consultas de pré-natal para fazer testagens e impedir o diagnóstico tardio.
Com informações de O Liberal

