Um homem de 48 anos foi internado depois de ser baleado por um guarda municipal em Birigui (SP), no final noturna de sábado (29), depois de atacar um dos integrantes do time. Ele já tem histórico de atentado contra integrante da Guarda Municipal local.
A equipe relatou que estava em ronda através da avenida Augusto Marassi e, no cruzamento com a rua Antônio Cápua, havia duas pessoas sentadas. Uma delas, ao ver a viatura, teria se levantado e ameaçado pegar algo no chão para arremessar na viatura.
A equipe parou para fazer a abordagem e, atendendo pedido, liberou a outra pessoa, que não trazia nada de irregular. Já o investigado teria se alterado, passado a proferir ofensas contra os agentes e foi reconhecido como a pessoa que havia atentado contra a vida de outro guarda em oportunidade anterior.
Ameaças
Na ocasião, um dos guardas municipais que estava fazendo a abordagem também havia atuado naquela ocorrência e foi reconhecido através do investigado, que passou a ameaçá-lo de morte por tê-lo prendido. De acordo com os agentes, a todo momento o acusado dizia que os guardas não poderiam atirar nele, por estar desarmado, e ficava levantando a camisa.
Um dos agentes permaneceu com a arma em punho, destacada para baixo, ordenando ao investigado que não se aproximasse, enquanto o colega de equipe solicitava apoio no rádio.
Ataque
Entretanto, o acusado teria se aproximado de um dos guardas e desferido um soco na cabeça dele. O outro utilizou a tonfa, espécie de cacetete, para socorrer o colega de farda, mas o instrumento quebrou depois de alguns golpes e o investigado voltou a atacá-los, segundo o que foi relatado.
Neste momento, ele teria desferido um golpe de canivete contra um dos guardas municipais, o qual conseguiu desviar, se afastar e fazer um disparo, que atingiu o acusado na altura de um dos ombros. Mesmo ferido ele teria tentado tomar a arma do agente e teve que ser contido e algemado com a chegada do apoio.
Grave
De acordo com o que foi relatado, a equipe acionou o resgate do Corpo de Bombeiros, apesar disso, como o ferimento causou intenso sangramento, a própria Guarda Municipal levou o investigado ao pronto-socorro para atendimento médico.
A informação passada à polícia foi de que o projétil perfurou o pulmão e o intestino do paciente, vindo a sair pelas costas. O local foi preservado para a perícia, que recolheu a tonfa quebrada, o canivete que estaria com o investigado e arma usada para fazer o disparo.
Uma equipe de investigação, auxiliada da delegada que presidiu a ocorrência, esteve no pronto-socorro municipal e foi informada que, apesar de grave, o estado clínico do paciente era estável. Naquele momento era esperado o laudo do exame de tomografia e ele seria orientado para cirurgia.
Investigação
De acordo com o que foi relatado, o investigado já é indiciado no outro inquérito por tentativa de homicídio contra um guarda municipal. Agora ele precisará responder por ferimento corporal contra agente público, resistência e ameaça.
Foi determinado que depois de ter alta médica, ele seja apresentado na delegacia para prestar declarações, apesar disso, permanecerá sem escolta enquanto estiver no hospital.
Legítima defesa
Quanto aos guardas municipais, foi considerado que eles unicamente reagiram aos ataques sofridos. Depois de o registro da ocorrência eles foram liberados.
Fonte: Hoje Mais
Com informações de Jornal cidade aberta


