A quantidade de acidentes de trânsito com vítimas teve redução de 41% em Birigui. Óbitos por esse tipo de intercorrência também diminuíram. A informação é da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana da Prefeitura baseado em dados oficiais do sistema Infosiga do Detran-SP que compara dados de 2025 com os informados em 2024.
Conforme o banco de dados do órgão estadual, nos doze meses do ano passado foram 411 acidentes de trânsito com vítimas, ante os 706 registrados no mesmo momento do ano retrasado.
Mesmo com a redução de 295 ocorrências de mesma natureza de um ano para o outro, o secretário de Mobilidade Urbana, Vagner Freire, destaca que Birigui precisa manter os investimentos no setor do trânsito e no trabalho de educação focado nos motoristas.
Fatais
Os óbitos no trânsito de Birigui também diminuiram 20% de um ano para o outro. Ainda baseado no banco de dados do Infosiga do Detran-SP compilados através da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, no ano de 2025 foram 20 óbitos ante os 25 ocorridos em 2024.
Impacto
Freire lembrou que as intercorrências registradas no trânsito impactam diretamente na saúde pública da cidade porque tais situações acabam ocasionando demora no atendimento do pronto socorro e redução dos leitos na Santa Casa.
“Essa recorrência acaba interferindo inclusive na realização de procedimentos eletivos, porque não há como manter um planejamento dentro do sistema de saúde pública que se vê obrigado a priorizar as urgências”, concluiu o secretário.
Em termos financeiros o Infosiga Detran-SP estima a geração de um custo elevado superior a R$ 49 milhões por ano, para o município. O órgão estadual não mede exclusivamente batidas de carros, mas calcula o prejuízo real que os acidentes trazem para a sociedade.
O sistema avalia o dinheiro que sai “na hora” dos cofres públicos ou do bolso do cidadão com atendimento em hospitais do SUS e resgate, perícia policial e remoção de veículos, conserto de veículos e reparos na infraestrutura (postes, asfalto, sinalização), assim como os custos Indiretos, de impacto invisível e difícil de recuperar.
Neste quesito conforme o Detran-SP são exemplos de custos indiretos a perda de produção, onde a pessoa deixa de gerar para a economia por estar afastada ou por falecer precocemente, previdência com gastos com pensões, aposentadorias por invalidez e auxílio-doença e o impacto familiar, com ônus emocionais e financeiros que sobrecarregam as famílias das vítimas.
Com informações de O Liberal


