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A pedido de Moraes, Zanin marca mais um dia para julgar Bolsonaro

6 de Setembro, 2025Updated:6 de Setembro, 2025
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A pedido de Moraes, Zanin marca mais um dia para julgar Bolsonaro

A pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, marcou mais duas sessões extras (no caso, mais um dia) para o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e mais sete apoiadores por suposta trama golpista.

O julgamento do chamado núcleo crucial iniciou em 2 de setembro e tinha mais três dias agendados para a análise ou mais cinco sessões. No entanto, Moraes pediu que o dia 11 também fosse acrescentado no calendário de julgamento, com duas sessões extras. A intenção de Moraes é não quebrar o ritmo do julgamento caso algum voto seja mais longo. Zanin marcou.

Para que as duas sessões extras ocorram, foi necessário cancelar a sessão plenária do STF para o dia 11/9. O plenário da Corte delibera sempre às quartas e quintas-feiras, com início de 14h.

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Bolsonaro e apoiadores — dentre eles o ex-ministro Braga Netto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid — são réus por tentativa de golpe, com o objetivo de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois de as eleições de 2022 e manter o então presidente no poder. O julgamento é presencial.

8 imagensFechar modal.1 de 8

O ex-presidente Jair Bolsonaro

Rafaela Felicciano/Metrópoles2 de 8

Jair Bolsonaro fica em prisão domiciliar por ordem de Moraes

Reprodução/YouTube do Metrópoles3 de 8

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto4 de 8

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto5 de 8

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto6 de 8

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto7 de 8

8 de 8

Moraes no STF

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Veja os réus do núcleo crucial

  • Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin, ele é acusado através da PGR de atuar na disseminação de notícias falsas sobre fraude nas eleições.
  • Almir Garnier Santos: ex-comandante da Marinha, ele teria apoiado a tentativa de golpe reunidos com comandantes das Forças Armadas, na qual o então ministro da Defesa apresentou minuta de decreto golpista. De acordo com a PGR, o almirante teria colocado tropas da Marinha à disposição.
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça, ele é acusado de assessorar juridicamente Bolsonaro na execução do plano golpista. Um dos principais indícios é a minuta do golpe identificada na casa de Torres, no mês de janeiro de 2023.
  • Augusto Heleno: ex-ministro do GSI, o general participou de uma live que, segundo a denúncia, propagava notícias falsas sobre o sistema eleitoral. A PF também localizou uma agenda com anotações sobre o planejamento para descredibilizar as urnas eletrônicas.
  • Jair Bolsonaro: ex-presidente da República, ele é destacado como chefe da trama golpista. A PGR sustenta que Bolsonaro comandou o plano para se manter no poder depois de ser derrotado nas eleições e, por isso, responde à qualificadora de liderar o grupo.
  • Mauro Cid: ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do caso. De acordo com a PGR, ele participou de reuniões sobre o golpe e trocou mensagens com conteúdo relacionado ao planejamento da ação.
  • Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa, ele teria apresentado aos comandantes militares decreto de estado de defesa, redigido por Bolsonaro. O texto previa a criação de “Comissão de Regularidade Eleitoral” e buscava anular o resultado das eleições.
  • Walter Souza Braga Netto: é o único réu apreendido entre os oito acusados do núcleo central. Ex-ministro e general da reserva, foi detido no mês de dezembro do ano passado por suspeita de obstruir as investigações. De acordo com a delação de Cid, Braga Netto teria entregado dinheiro em uma sacola de vinho para financiar acampamentos e ações que incluíam um plano para matar o ministro Alexandre de Moraes.

A Primeira Turma, composta por Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino analisa o caso. Eles decidirão se os oito acusados através da PGR serão condenados ou absolvidos. É viável, ainda, que algum ministro peça vista, o que representaria mais tempo para análise, com período de retorno para julgamento em 90 dias.

Com informações Metropoles

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