Força-tarefa reconheceu irregularidades em imóvel no Jardim Primavera depois de denúncia; Polícia Civil vai investigar
A Prefeitura Municipal de Birigui realizou, na tarde desta quinta-feira (21), uma força-tarefa de fiscalização que resultou na interdição, multa de quase R$ 30 mil e lacração de uma empresa de reciclagem no bairro Jardim Primavera. A ação ocorreu depois de denúncias de moradores sobre forte mau cheiro e infestação de moscas nas imediações.
A operação que iniciou por volta das 14h e se estendeu até o começo noturna foi coordenada através da Secretaria Municipal de Segurança Pública, com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), e contou com a participação das secretarias de Tributação e Fiscalização, Saúde — com o auxílio da Vigilância Sanitária — e Meio Ambiente. A Polícia Civil também acompanhou a ação.
Durante a vistoria, foram reconhecidas possíveis irregularidades ambientais, sanitárias e trabalhistas. De acordo com a Prefeitura, havia indícios de descarte irregular de resíduos na rede de esgoto.
As equipes constataram que o local processava materiais plásticos usados em granjas, contendo resíduos orgânicos e fezes de animais. O material era transformado em matéria-prima para a fabricação de produtos plásticos.
O secretário municipal de Segurança Pública, Vagner Freire, relatou que o ambiente apresentava condições insalubres, com forte odor, fumaça e resíduos misturados ao material reciclado.
“Constatamos vestígios de penas e até pés de frango misturados ao material que seria reciclado. Havia máquinas operando em alta temperatura, produzindo forte odor e fumaça, além de outras irregularidades identificadas no local”, afirmou Freire.
FECHADA
A Prefeitura Municipal de Biriguia informou ainda que a empresa já havia sido lacrada em 2023 por irregularidades, mas retomou as atividades de forma clandestina depois de romper o lacre anterior.
Durante a operação, Cetesb, Ministério do Trabalho e CPFL Paulista foram acionados. As equipes constataram falta de licença ambiental, além de ligações clandestinas de água e energia elétrica.
Auditores do Ministério do Trabalho reconheceram trabalhadores sem registro formal, dentre eles uma adolescente, todos submetidos a condições consideradas insalubres e de risco.
O delegado Nilton Aparecido Marinho, titular do 2º Distrito Policial de Birigui, informou que será instaurado inquérito para apurar possíveis crimes ambientais e roubo de energia e água. O imóvel também passou por perícia do Instituto de Criminalística de Araçatuba.
Uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social esteve no local para prestar apoio aos trabalhadores e familiares avistados na empresa. Eles foram orientado e serão inseridos em programas sociais no município de Birigui.
Com informações de 018 news


