Fotos: Diego Alves
Uma empresa de reciclagem instalada no bairro Jardim Primavera, em Birigui (SP), foi lacrada através da Prefeitura na tarde desta quinta-feira (21), durante uma força-tarefa coordenada através da Secretaria Municipal de Segurança Pública, com apoio da Guarda Civil Municipal, Polícia Civil, CETESB, CPFL, Secretaria de tributação e Departamento de água e esgoto, depois de diversas denúncias feitas por moradores da área sobre forte mau cheiro e grande quantidade de moscas nas residências próximas.
A fiscalização ocorreu em um imóvel localizado na rua Pedro San Miguel, onde funciona uma empresa responsável através da reciclagem de materiais plásticos, incluindo forros usados em granjas, que chegariam ao local com resíduos de fezes de galinhas.
Equipes da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) permaneceram no local e a Polícia Civil irá investigar um plausível crime ambiental. De acordo com as informações apuradas através da reportagem no local, existe indícios de que a empresa estaria descartando diretamente na rede de esgoto a água usada na lavagem dos materiais recicláveis, contendo resíduos provenientes do processo de limpeza das fezes de galinha.
Durante a ação, o Ministério Público do Trabalho também foi acionado depois de a constatação de possíveis irregularidades trabalhistas, incluindo empregados sem registro em carteira e a presença de menores trabalhando no local de forma insalubre.
A reportagem do Birigui Notícias da Hora acompanhou toda a movimentação da operação. Equipes da CPFL Paulista permaneceram no imóvel e constataram um roubo de energia elétrica. De acordo com as informações obtidas no local, o fornecimento estaria cortado desde o ano de 2020 e o imóvel não poderia estar utilizando energia.
Equipes responsáveis através do abastecimento de água e esgoto também compareceram ao endereço e constataram roubo de água e adulteração do hidrômetro.
O tutor através da empresa esteve no local, foi capacitado através da Guarda Civil Municipal, apesar disso deixou o imóvel antes da conclusão das fiscalizações e não regressou até o encerramento da ocorrência.
O imóvel ainda passou por perícia realizada por uma equipe do Instituto de Criminalística de Araçatuba.
Conforme informações obtidas durante a fiscalização, o edifício já havia sido interditado através da Prefeitura em 2023 por irregularidades. No entanto, os responsáveis teriam rompido o lacre de interdição e retomado as atividades no local de forma clandestina.
A operação foi coordenada através do secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Vagner Freire, depois de denúncias formalizadas por moradores junto a vários órgãos da Prefeitura, incluindo a Vigilância Sanitária.
O Delegado Nilton Aparecido Marinho, responsável através do 2º Distrito Policial de Birigui, acompanhou os trabalhos e informou que um inquérito policial será instaurado para apurar os fatos. Segundo ele, será necessário aguardar os laudos técnicos de todos os setores que tiveram presentes, para confirmar se houve configuração de crimes ambientais e outras irregularidades.
Até a publicação desta reportagem, o responsável através da empresa não havia se manifestado de forma oficial. O advogado Doutor Fabrício Mestriner acompanhou parte da fiscalização no local. Em contato com a nossa reportagem, a defesa informou que só irá se pronunciar de forma oficial depois de ter acesso a toda a documentação e à forma como a ocorrência foi registrada pelas autoridades responsáveis.
Com informações de Biriguinoticiasdahora

