A Câmara Municipal de Birigui instalou uma CEI, Comissão Especial de Inquérito, para investigação de possíveis irregularidades que podem ter sido praticadas em contratos da Santa Casa de Birigui.
O hospital é administrado através de intervenção da cidade desde fevereiro de 2022.
A investigação tem como base denúncia feita através do ex-vereador André Fermino (PP), que foi feita à Comissão Permanente de Saúde da Casa. Houve parecer jurídico do Legislativo quanto à denúncia.
Todos os vereadores da casa assinaram o pedido de CEI, que foi lido em plenário através do 1º secretário da Mesa Diretora, o vereador Zezinho Avanço (MDB).
Os integrantes CEI foram escolhidos logo depois de a apresentação do pedido da Comissão na Câmara. Como estima o regimento interno do Legislativo Biriguiense, foi feito um sorteio através do Presidente da Câmara, Pastor Reginaldo Pereira (PL), com os quatro grupos parlamentares da casa. Um dos grupos foi sorteado para ficar de fora do sorteio final e, neste último, foram escolhidos um vereador de cada grupo para fazer parte da comissão.
Os parlamentares Marcos da Ripada (União Brasil), Tody da Unidiesel (Avante) e Odair da Monza (PRD) foram os sorteados e irão compor a comissão, que terá 90 dias para os trabalhos.
Investigação
O pedido de investigação pede a convocação de algumas pessoas para prestar esclarecimentos a CEI, como o ex-Secretário de Saúde, Roque Bonfim; a ex-interventora da Santa Casa, Sirlei de Paula Pereira; o diretor técnico da Santa Casa, Carlos Antônio Gonçalves Souza Filho; o diretor do DRS-2, Francisco Bassalobre; além de Fernando Gonçaves e Patrícia Gomes Ferreira Silva, que atuam no hospital.
A intenção é investigar o contrato do hospital com C.A.F. Serviços Hospitalares Ltda, além da atuação do sócio-administrador na gestão hospitalar, Carlos Antônio Gonçalves Souza Filho.
Também necessitará investigar as dispensas de licitação realizadas no exercício de 2025, a atuação da direção técnica hospitalar e a eventual ocorrência de conflito de interesses na gestão dos serviços cirúrgicos e hospitalares, além da transparência na aplicação dos recursos públicos vinculados a prestação desses serviços.
Com informações de O Liberal


