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Em carta, presidente da COP30 cobra planos climáticos e defende o Pix

9 de Novembro, 2025Updated:9 de Novembro, 2025
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Em carta, presidente da COP30 cobra planos climáticos e defende o Pix

Belém – O presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), o embaixador André Corrêa do Lago, defendeu na próximo sábado (9/11) o multilateralismo e a discussão climática sob regimento da Planejamento das Nações Unidas (ONU). Ele também citou o Pix como exemplo tecnológico e cobrou países a divulgarem os planos climáticos. O acontecimento começa de forma oficial na próxima segunda (10/11).

“A ação climática já não pode mais se limitar a uma agenda linear de descarbonização. Ela deve ser impulsionada pelo desenvolvimento sustentável em todas as suas dimensões – social, econômica e ambiental – rumo a uma transformação não linear, exponencial em velocidade e escala”, afirmou Corrêa do Lago. Ele referenda a carta da Cúpula, que associa proteção social à defesa climática.

O embaixador sugere três prioridades:

reforçar o multilateralismo e o regime climático sob a UNFCCC; conectar o regime climático à vida real das pessoas e à economia real; e acelerar a implementação do Acordo de Paris. A afirmação fica na nona carta apresentada através do diplomata na presidência da COP. A difusão do documento, e sua defesa do multilateralismo, coincide com a ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Colômbia para conversar sobre a questão da Venezuela. O governo brasileiro tem criticado as incursões dos EUA no país vizinho.

Cobrança O presidente da COP30 cobrou às nações que não apresentaram seus planos de contribuição para combater a mudança climática. Ainda existe países, como a China, que apresentaram metas nada ambiciosas, e de quem se espera uma atualização durante a conferência.

“Registro meu apreço aos países que apresentaram novas NDCs em resposta ao primeiro Balanço Global (GST) e conclamo os demais a fazê-lo até a COP30. Coletivamente, as novas NDCs apontam para uma redução projetada inédita nas emissões até 2035”, escreveu.

O foco da carta de Corrêa do Lago, apesar disso, é um chamado aos países a acelerarem a implementação do Acordo de Paris. Ele afirma que o desafio é “manter vivo o objetivo de 1,5 °C”, limite de aumento da temperatura global definido em 2015, tendo como parâmetro a média da temperatura pré-industrial.

Leia também Ciência Financiamento climático pode travar negociações na COP30. Entenda Brasil Marina diz que Alemanha deve anunciar financiamento até o final da COP30 Brasil Cúpula do Clima: declaração final pede financiamento e proteção social Brasil Cúpula do Clima: Lula defende taxar super-ricos e corporações A COP30 vem sendo cuidada através do Brasil como a “COP da verdade”. O desafio desta Conferência é fazer os mecanismos para limitar o aumento da temperatura global, principalmente o financiamento para manutenção do meio ambiente nos países em desenvolvimento.

Um exemplo é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado durante a Cúpula do Clima na última semana como aposta do Brasil como legado da COP. Ele estima recompensa financeira aos países em desenvolvimento que conservem esse bioma em seus territórios.

Defesa do Pix Corrêa do Lago afirmou que a presidência do G20 da Índia em 2023 “demonstrou que uma infraestrutura pública digital (DPI) bem desenhada, ampliada pela inteligência artificial, pode viabilizar o uso de dados para acelerar o progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, com o auxílio de uma transformação digital inclusiva.

Neste sentido, ele defendeu a tecnologia brasileira do Pix como um exemplo. “Em apenas alguns anos, o ecossistema de pagamentos digitais Pix, no Brasil, transformou profundamente a economia e a sociedade brasileiras, impulsionando a inclusão financeira, o empreendedorismo e a prosperidade de empresas e cidadãos”, explicou.

Com informações Metropoles

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